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100 Anos de Escotismo. Por que não?

Março 28, 2008
 

Luiz Felipe Buff

www.estacaoperau.com.br
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Poucos conhecem e muitos o banalizam. A grande maioria das pessoas que conheço torce o nariz quando falo que sou escoteiro. Tenho até hoje amigos e familiares que riem de mim quando vêem ou escutam algo sobre o escotismo.

Como diria o grande filósofo Espinosa, o preconceito nasce da ignorância. São poucas as pessoas que realmente conhecem e sabem o que é o escotismo, onde começou, em quantos países existe, quem o pratica e o que faz o escoteiro.

O escotismo é, sem dúvida alguma, o mais completo e eficaz sistema educacional do planeta. Por mais estranho que possa parecer para alguns, isso lá é verdade. Não há nenhum outro exemplo de um sistema de educação que funcione tão bem e forme tanta gente em todo o mundo.

Este ano o escotismo comemorou 100 anos de sua fundação. A festa aconteceu durante a 21ª edição do Jamboree (acampamento mundial de escoteiros). Imaginem só – mais de 40 mil jovens, de mais de 170 países diferentes, de todas as religiões, sexos, cores, nomes, condições físicas e mentais, magros, gordos, feias, bonitas, loiras, morenos, pobres e ricos acampando juntos, no mesmo lugar, de forma organizada, limpa, saudável e feliz. Por que não? Enquanto isso, as escolas do Brasil oferecem aos seus alunos viagens divididas por séries e padronizadas, porque não conseguem controlar a indisciplina dos seus alunos, confessando sua ineficiência em educar. Educar não é fazer a criança passar no vestibular.

Para muitos brasileiros o escotismo é “babaca”, porque o escoteiro ajuda velhinha atravessar a rua. Como se ajudar um idoso fosse uma estupidez. O escoteiro aprende a servir, a estar pronto, a buscar informação, a ser observador, a conhecer a natureza e a respeitá-la. O escoteiro aprende a tomar decisões, a liderar, a ser prestativo quando liderado. O escoteiro é eficiente, honrado e leal.

Em muitos lugares do mundo os escoteiros representam um excelente papel social, auxiliando bombeiros, ONG’s, militares, para-médicos, comunidades carentes e ainda realizam interessantes atividades em ambientes naturais.

Mas, essas coisas não parecem importantes. Importante mesmo é produzir, armazenar mais do que precisamos, jogar fora o que não conseguimos consumir e ter muito dinheiro. Valores e princípios, honra e lealdade, liderança e firmeza, caráter e força de vontade, não são mais objetivos educacionais.

Por que não?

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